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A Semana em 5 minutos

Brasil – Indicadores econômicos

Este foi o primeiro Boletim Focus após a decisão do Banco Central de manter a Selic inalterada em 10,50%. A expectativa do IPCA para este ano aumentou de 3,96% para 3,98% e para 2025 subiu de 3,80% para 3,85%. A projeção de crescimento do PIB para este ano subiu de 2,08% para 2,09%, enquanto para 2025 permanece em 2%. A Selic para dezembro está estimada em 10,50% e para o final de 2025 em 9,50%. O déficit primário do governo está estimado em 0,70% do PIB, uma melhora em relação à previsão anterior de 0,71%. O mercado aguardava a ata do Copom, que expressou preocupação com o ambiente global incerto e o cenário doméstico resiliente, com elevação das projeções de inflação e questões fiscais. Alguns analistas acreditam que é mais provável os juros subirem do que caírem. A arrecadação federal de maio cresceu 10,46% em termos reais, atingindo R$ 202,98 bilhões, superando a expectativa de R$ 200 bilhões, apesar das perdas estimadas de R$ 4,4 bilhões devido à calamidade no Rio Grande do Sul. As contas públicas do governo central registraram um déficit primário de R$ 60,98 bilhões em maio, revertendo o saldo positivo dos quatro primeiros meses do ano para um acumulado negativo de R$ 30 bilhões. O arcabouço fiscal prevê um déficit zero este ano, com margem de tolerância de até R$ 28,8 bilhões. As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 63,9 bilhões em maio, o segundo maior da história para o mês. Em 12 meses, o déficit acumulado é de R$ 280,2 bilhões (2,53% do PIB), comparado a um superávit de R$ 39 bilhões no mesmo período do ano passado. O IPCA-15 de maio foi de 0,39%, abaixo da expectativa de 0,45%. Em 12 meses, a prévia da inflação oficial é de 4,06%, acima dos 3,70% anteriores, mas abaixo das estimativas de 4,12%. O grupo Alimentos e Bebidas (+0,98%) e Habitação (+0,63%) foram os principais responsáveis pela alta. O CAGED mostrou a criação de 131 mil novas vagas de emprego com carteira assinada em maio, abaixo das 240 mil do mês anterior e das estimativas de 200 mil. A taxa de desemprego trimestral caiu para 7,1%, a menor desde 2014, comparado a 8,3% no mesmo trimestre de 2023.


EUA

O mercado americano teve uma semana tranquila, com baixa volatilidade e volume de negócios diminuindo com a chegada do verão. As bolsas continuam a subir, impulsionadas pelas altas das gigantes de tecnologia, como Nvidia e Amazon. Em relação aos indicadores econômicos, o PCE (Índice de Gastos Pessoais), principal índice inflacionário usado pelo FED, mostrou desaceleração ao vir zerado em maio, após uma alta de 0,3% em abril. Seu núcleo, que exclui gastos com alimentos e energia, também mostrou desaceleração, recuando de 0,3% em abril para 0,1% em maio. Com isso, o núcleo da inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 2,8% para 2,6%.


Os mercados




Bolsas

A Bovespa encerrou a semana em alta de 2,2%, impulsionada pelos papéis de empresas exportadoras, que se beneficiam da alta do dólar. Em contrapartida, as varejistas e empresas aéreas, que possuem custos em dólar, foram as grandes perdedoras. No ano, o Ibovespa reduziu sua queda para -7,6%.


Dólar

O desempenho do real brasileiro nas últimas semanas tem sido um dos piores entre as divisas dos países emergentes. Nesta semana, a moeda americana subiu mais 2,6% e encerrou a semana cotada a R$ 5,57.


Juros

O contrato do DI para janeiro de 2026 apresentou uma surpreendente alta de 31 pontos base, alcançando uma taxa de 11,46%. Vale lembrar que a expectativa do Boletim Focus para a Selic em dezembro de 2025 permanece em 9,50%. Essa alta nos juros futuros preocupa, pois não se trata apenas de uma estimativa de economistas e analistas, mas sim de um hedge (proteção) caro, realizado por grandes instituições financeiras.


Até a próxima semana!

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